O passarinho que gostava de vírgulas


Confesso: um passarinho, diariamente, come minhas vírgulas. Pior: isso não é nada inovador. Rosana Rios já descrevera o dia em que as vírgulas desapareceram dos livros e a escola virou um pandemônio.

Eu que não sou nem um pouco modesta, reconheço igualmente meus desafios: a vírgula é parte deles.

Observo os textos intermináveis do Linkedin, sempre em tom de desabafo, que eu acabo lendo intrigada, mais do que gosto. Como é possível o sujeito não colocar uma única vírgula?

Senhores, um mundo sem vírgulas não respira. Por isso meu temperamento ansioso anseia por elas.

Obs: Sofie Mathias é minha revisora. Ela coleciona vírgulas e as distribui sem parcimônia.

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