O olhar que inventa histórias

Minha amiga toma táxi quase que diariamente. Sua coleção de histórias é invejável: casamentos refeitos; ciúme doentio

(a mulher liga o dia inteiro para o marido);

o primo que mora na favela, o Deus dos vivos que acorda para proteger quem atravessa a cidade.

Então, o trajeto pode ser um martírio, insosso ou divertido, solitário ou compartilhado. É você quem recorta, prioriza e qualifica a realidade.

Diz o biólogo Maturana que nosso observador de mundo determina a qualidade de nossas interações.

A comunicação resulta, então, dessas observações - parciais ou imparciais - no fundo, digo eu, recheadas do nosso peculiar olhar. Assim, tecemos inexoravelmente nossas histórias.

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