A Cezar, o que não é meu

Há tanta informação à nossa disposição e, no fundo, custa admitir que mal damos conta de administrar a própria mente, quem dirá o tempo para desfrutar e distribuir a nossa energia. Imersos nesse vendaval de variedades, corremos o risco de surfar demais e selecionar de menos.

Diversas ferramentas administrativas, tais como o coaching, mantêm o papel de salvaguardar os profissionais, oferecendo-lhes recursos sistemáticos para desenvolver competências. Ou seja, quem precisa de disciplina acaba contratando um treinador. No mundo do trabalho, ninguém quer dormir no ponto. Inteligência ou insanidade, o mercado não perdoa.

Quem quer pílulas motivacionais, corre atrás do velho e bom baú da felicidade.


Eu mesma colaborei com muitos profissionais que desejavam dar uma guinada na sua performance comunicativa, mas também encaminhei outros tantos aos profissionais da área da saúde mental. Sim, nada substitui o processo de análise, nem uma boa terapia. Do mesmo modo, perdoem-me os ateus, a paz pertence às egrégoras espirituais, que negociam os terrenos no céu. Cada coisa no seu devido lugar. Por isso, às vezes, a prática de um esporte ou da anti-ginástica pode funcionar como trampolim. Então, dai a Cezar o que é dele, ao psiquiatra os nossos demônios, ao coaching apenas o que é do coaching.

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